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Aprovado em primeira votação fim do monopólio do transporte coletivo

Segunda-feira, 09 Agosto de 2010 - 17:58 | Assessoria


Encerrou às 14 horas de segunda-feira, a sessão da Câmara de Vereadores que quebrou, em primeira votação, o monopólio do transporte coletivo urbano de Porto Velho. Com 15 votos favoráveis e uma ausência em plenário, os parlamentares disseram sim à proposta de Emenda à Lei Orgânica permitindo a licitação e a entrada de novas empresas para atender a população da Capital do Estado.



A má qualidade dos veículos, desrespeito aos horários, o não cumprimento dos compromissos, o engodo do “Cartão Leva Eu” e a não implantação de linhas integradas entre outras frustrações acumuladas ao longo dos últimos 20 anos, quebraram a resistência à manutenção do atual modelo de transporte coletivo em Porto Velho.

O presidente e a líder Epifânia

Hermínio Coelho, petista presidente da Câmara, vinha há tempos se manifestando contra a qualidade dos serviços, alvo de reclamação de todo mundo. “Vamos acabar com a farra destas empresas e destes empresários”, convocou. “Um é dono de 50% da outra empresa. E isso é monopólio” sentenciou ao defender a aprovação do seu projeto de emenda à Lei Orgânica do município que exigia dois terços dos vereadores.

A líder do governo, vereadora Epifânia Barbosa, do PT, reconheceu a legitimidade do pleito e declarou: “Se essa proposta vai resolver o problema do transporte urbano, se é bom para o povo, tem o apoio, tem o meu voto. Sempre estarei do lado do povo”. E defendeu a tese de que os estudantes da rede de ensino fundamental, na verdade, “nem teriam que comprar o “Leva Eu” ou tomar ônibus. Eles têm sim, é que ter escola próxima de suas moradias”, declarou e recebeu o apoio da galeria.

Cláudio da Padaria, líder de bancada do PC do B lembrou que o Bairro Nacional tem mais de 2 anos que pede mais ônibus e até hoje não foi atendido.”É uma vergonha o transporte coletivo de Porto Velho. Com R$ 2 você viaja quase a cidade inteira em qualquer capital do Brasil. Existe o transporte integrado. Aqui, não. É R$ 2,30. Desceu, perdeu. Se pegar outro ônibus tem de pagar de novo”. E anunciou: “Tem o meu voto presidente Hermínio”.

- Eles faturam mais de R$ 6 milhões por mês para atender mal à nossa gente, sentenciou o peemedebista Ramiro Negreiros. E exortou os colegas: “vamos mudar. E vamos mudar isso agora!”. Já Mariana Carvalho, PSDB, afirmou que “essas empresas são uma vergonha para Porto Velho. “Chega! Chegou a hora de dizermos Chega! Essa legislatura vai fazer diferente. Vamos dizer: basta! E vamos dizer hoje, agora.”
“Aqui não é casa de covarde!”

Segundo a vereadora Ellis Regina, PC do B, “a população não agüenta mais esperar. Temos que votar essa emenda hoje!”. E completou: “Essa Casa não é Casa de covardes. 13 vereadores assinaram um requerimento pedindo audiência pública. Eles têm compromisso com o povo”. Mas Ted Wilson, do Partido Verde, lembrou que não basta quebrar o monopólio e colocar mais empresas de ônibus nas ruas. “É preciso o Poder Executivo criar corredores só para os ônibus. Só assim diminuirá o tempo dos trajetos”.

Para o vereador Jean Oliveira, PSDB, “os empresários de ônibus são bons cobradores, cobram até adiantado. Mas são mal pagadores. Não honram os compromissos que têm com o usuário. Por isso vamos quebrar o monopólio e colocar novas empresas para atender a população”. Já o vereador Marcelo Reis fez o convite: “vamos fiscalizar a qualidade dos serviços. E quem não respeitar os compromissos assumidos com usuário, vai cair fora. Vamos lutar até cassar a concessão dessa empresa” anunciou.

A audiência pública

Antes da Sessão Ordinária houve a Audiência Pública com centenas de pessoas de todos os cantos da cidade e a participação dos mototaxistas apoiando os moradores usuários dos transportes coletivos.

Iniciada às 10:30 hs a audiência se estendeu até às 13 horas. Muitas pessoas se manifestaram relatando o descaso e desrespeito a que são diariamente submetidos. Horas esperando sob sol e chuva, uma condução que, quando chega, não pára. Quando pára, para no meio da rua. Se o passageiro é cadeirante, pior ainda. Ou o ônibus não tem elevador ou o elevador não funciona. Ou ainda, simplesmente não pára por se tratar de um passageiro que gasta muito tempo para embarcar.

A denúncia

Foi relatos dessa natureza que o acadêmico cadeirante Luiz da Silva Pinto, a dona de casa Elza Santiago, o morador do Marcos Freire Eliezer Silva e o motorista Rondon Neto além do líder estudantil Marinélio.
Rondoniagora.com

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