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Grupo Italiano quer investir em projeto energético em Rondônia
Terça-feira, 19 Maio de 2015 - 15:28 | Assessoria

Para o presidente do Sistema FECOMÉRCIO (SESC-SENAC-IFPE), Raniery Coelho, o investimento é uma grande oportunidade do Estado de buscar novos nichos de mercado, como é o caso de tecnologias voltadas à geração de energia, principalmente a fotovoltaica, que é uma fonte limpa e renovável. Nós acreditamos que projetos como esses são essenciais para o desenvolvimento do Estado, e nosso papel é buscar cada vez mais investidores com este pensamento para que possamos fortalecer ainda mais nossa economia, disse, se colocando a disposição do grupo investidor para consolidar o projeto.
Para o presidente do Sistema FECOMÉRCIO (SESC-SENAC-IFPE), Raniery Coelho, o investimento é uma grande oportunidade do Estado de buscar novos nichos de mercado, como é o caso de tecnologias voltadas à geração de energia, principalmente a fotovoltaica, que é uma fonte limpa e renovável. Nós acreditamos que projetos como esses são essenciais para o desenvolvimento do Estado, e nosso papel é buscar cada vez mais investidores com este pensamento para que possamos fortalecer ainda mais nossa economia, disse, se colocando a disposição do grupo investidor para consolidar o projeto.
Ficou agendada para o dia 18/06 na sede da Fecomércio/RO uma apresentação mais detalhada sobre o projeto de instalação da unidade de produção de placas fotovoltaica em Rondônia.
NOVAS OPORTUNIDADES
O consultor Luis Bueno, que acompanhou o empresário italiano na visita, ressalta o fato de Rondônia não possuir qualquer projeto voltado à exploração de energia fotovoltaica, como já ocorre no Sul e Sudeste, onde existe inclusive legislação que incentiva o investimento em tecnologias de geração de energia. Na nossa análise mercadológica o Estado tem potencial de consumo tanto na área urbana quanto, principalmente, nas áreas rurais. Estimamos um retorno do investimento entre 5 e 10 anos, informa.
Bueno explica ainda que na Itália cerca de 30% da energia consumida é gerada através de sistemas fotovoltaicos, ocorrendo o mesmo na Alemanha. A Europa como bloco econômico tem até 2020 para se adequar a essa demanda, devendo promover projetos que elevem sua produção de energia limpa e renovável entre 20% e 30%.
Mas não é somente em outros países, aqui mesmo no Brasil já há iniciativas neste sentido. No Paraná, por exemplo, tem regulamentações que permitem haver compensação para a geração excedente de energia nas residências. Isso significa que numa casa que tem placas fotovoltaicas quando geram energia demais, elas vendem o excesso para a redistribuição, compensando o valor na fatura de energia, explica o consultor, otimista com as possibilidades do Estado de Rondônia para esse tipo de negócio.
O secretário de Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento e Regularização Fundiária (Seagri), Evandro Padovani, destaca que o interesse da IMMMES ITALY é o resultado de um esforço constante do Governo do Estado de apresentar as potencialidades de Rondônia a outros estados e também para outros países. Ele disse que hoje o Estado conta com uma estrutura que favorece ao investidor, concedendo incentivos fiscais, apoio logístico, doação de área para instalação de empresas, assessoria para aquisição de financiamento público e outros serviços. Além disso o Estado é um diferencial em comparação a outros. Enquanto o País praticamente não cresce, Rondônia tem crescido na ordem de 6,5% ao ano, disse.
A EMPRESA
A IMMMES ITALY foi fundada em 1989 por Giuseppe Comberlato e atua na área de projetos para indústrias diversas. Ela oferece soluções customizadas e vantajosas que atendam aos requisitos de baixo consumo de energia, alta eficiência e impacto ambiental reduzido. Entre seus clientes estão o Grupo Veronesi, a companhia de energia italiana ENEL e a Coca-Cola.
ENTENDA O ASSUNTO
O termo fotovoltaica é o casamento de duas palavras: foto, que tem sua raiz na língua grega e significa luz e voltaica que vem de volt que é a unidade para medir o potencial elétrico. Para fazer isto, são utilizadas células solares formadas por duas camadas de materiais semi-condutores, uma positiva e outra negativa. Ao atingir a célula, os fótons da luz excitam os elétrons, gerando eletricidade. Quanto maior a intensidade do sol, maior o fluxo de eletricidade.
O material mais comumente utilizado é o silício. Por ser o segundo elemento mais abundante da face da terra, não há limites com relação à matéria-prima para produção de células solares. A eletricidade gerada pelas células está em corrente contínua, que pode ser imediatamente usada ou armazenada em baterias.
Em sistemas conectados a rede, a energia gerada precisa passar por um equipamento chamado inversor, que irá converter a corrente contínua em alternada com as características necessárias para atender as condições impostas pela rede elétrica pública. Assim, a energia que não for consumida pode também ser lançada na rede.